quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A PRIMEIRA LEI ECOLÓGICA MUNDIAL



Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - UNFCCC - é a sigla em inglês que designa o Acordo de Paris (United Nations Framework Convention on Climate Change), celebrado em 12 de dezembro de 2015 na Capital francesa e ratificado a partir de 22 de abril de 2016 na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Este acordo se transformou na primeira lei mundial - de abrangência planetária – da história da humanidade. Ela já está em vigor, no mundo todo, desde o dia 04 de novembro de 2016, a partir de quando, pela primeira vez na história humana, “toda nação, e tribo e língua e povo” – de acordo com a linguagem bíblica - todos os que habitam sobre a Terra (Apocalipse 13:7 e 8) estão submetidos a uma legislação comum. (Quem ousa não assinar o acordo de Paris?). O presidente eleito dos EUA já deu várias declarações contrárias a adotar políticas climáticas, mas é pouco provável que Trump consiga destruir o primeiro acordo global contra as mudanças climáticas, pois se haverá um dia de Descanso Mundial estaremos contemplando uma profecia centenária e do livro do apocalipse “Quem é como a besta? Quem pode guerrear contra ela?”  Apocalipse 13:4
Um Dia Sem Trabalho A grande motivação da nova legislação mundial imposta pelo Acordo de Paris é a economia na emissão dos gases tóxicos que provocam o efeito estufa e o aquecimento global, com o propósito de manter a temperatura do planeta em níveis aceitáveis até ao final do século, combatendo toda forma de poluição que provoca a degradação ambiental. Dentre as centenas de recomendações contidas nos artigos, anexos e protocolos que fazem parte da nova lei global destaca-se uma que irá ser o centro da grande controvérsia, que é a separação de um dia na semana para o descanso e a abstenção de toda atividade que demande emissão de CO2 e a queima de combustíveis fósseis que contribuem para degradar o meio-ambiente. A principal encíclica de João Paulo II, a “Dies Domine”- toda ela - recomenda que o domingo seja separado como o dia da família e o dia do Senhor, quando todas as famílias tenham oportunidade de se reunir para o culto religioso e a reconfiguração do quadro familiar. A encíclica “Laudato Si”, do papa Francisco, reitera e reforça, no seu item 237, principalmente, essa recomendação que será acatada pela nova ordem recém-implantada no mundo, como a forma mais simples e barata de economizar os efeitos da queima do carbono e combater a poluição. A obrigação – por lei – de se guardar um dia da semana – especificamente o domingo – será a raiz de uma grande controvérsia que terá consequências decisivas e fundamentais no cumprimento da palavra profética. A guarda do domingo será a principal bandeira do papa Francisco.
Estamos no clímax de acontecimentos incomum envolvente as profecias finais do planeta Terra, o mundo está agitado e algo de grande e decisivo está prestes a ocorrer, quem será o salvador do planeta Terra nomeado (nomeará) pelos Líderes Mundiais?

Depois da imagem ilustrativa de uma revista americana não será preciso comentar, mas do que ele (Papa Francisco) salvará o mundo? Civilização “pode entrar em colapso em 2020” devido à crescente desigualdade prevê cientista.

Um pesquisador que usa a matemática para analisar os padrões de comportamento humano, diz que nossa civilização está chegando a um preocupante pico de instabilidade na próxima década.
Peter Turchin, da Universidade de Connecticut, usa a matemática para analisar eventos históricos – uma disciplina que ele chama de “cliodinâmica”.
Turchin diz que não sabe o que acontecerá durante esse momento de instabilidade, mas afirma que os sinais de sua chegada já estão por toda parte.
Ele afirma que a turbulência será causada pela “superprodução da elite” – onde o número de ricos na sociedade ficará maior e mais distante dos pobres.
Ele também culpa a “estagnação e declínio da qualidade de vida e fiscalização da saúde por meio do Estado, resultante da queda das receitas do Estado e do aumento das despesas.”
Turchin diz: “A ciclodinâmica é uma disciplina transdisciplinar, que trata a história como uma ciência. Meu modelo indica que a instabilidade social e política chegarão a um auge em 2020.”
“A última eleição presidencial infelizmente confirma essa previsão. Parece que estamos bem no caminho de uma instabilidade, cujo pico se dará em 2020.”
As raízes do colapso econômico mundial são o crescimento da população e as mudanças climáticas, quem tem em mãos a solução das mudanças climáticas? Papa Francisco elaborou a primeira encíclica intitulada de “Laudato Si” mais conhecida como a encíclica verde, a única solução para amenizar as mudanças climáticas seria um dia de descanso universal, o domingo conforme mencionado no capitulo seis da encíclica.

LEI DOMINICAL TRARÁ A IDADE DAS TREVAS

A apostasia nacional da nação americana será seguida de uma ruína nacional. “Quando a nossa nação (americana), em suas assembleias legislativas, promulgar leis que restrinjam a consciência das pessoas quanto aos seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e exercendo poder opressor contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a Lei de Deus será, para todos os efeitos, invalidada em nosso país, e a apostasia nacional será seguida de ruína nacional” (Eventos Finais, pág. 117).
“Princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional” (Eventos Finais, pág. 117)
“Quando a América, o país da liberdade religiosa se aliar com o papado, a fim de dominar as consciências e impelir os homens a reverenciar o falso sábado, os povos de todos os demais países do mundo hão de ser induzidos a imitar-lhe o exemplo” (Eventos Finais, pág. 118). Todos os governos da Terra seguirão o exemplo dos Estados Unidos e também honrarão o papado.

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Sétima e Última Igreja




"Porque todos devem comparecer ante o Tribunal de Cristo..." (2 Coríntios 5:10).


LAODICEIA, A SÉTIMA IGREJA-Juízo do Povo, ou Povo do Juízo

Em sua carta a Laodiceia, a sétima e última igreja simbólica, Jesus identifica um povo peculiar. Mesmo sendo representado como morno, orgulhoso e cego, carente da graça salvadora, esse povo é objeto do extremo cuidado de Deus. Escolhido para proclamar as mensagens de salvação ao mundo nos últimos dias, ele tem a responsabilidade de restaurar as verdades do Evangelho Eterno, reparar as roturas na eterna lei e retomar o antigo caminho que foi pervertido. Este é o povo do tempo do Juízo, o remanescente de Deus. Estes são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”.
Texto bíblico:

14. Ao anjo da igreja de Laodiceia, escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, a inspiração de Deus, na criação.
15. Conheço as tuas obras e sei que não és frio e nem quente. Quem dera que fosses frio ou quente.
16. Assim, porque és morno, nem frio e nem quente, estou para te vomitar da minha boca.
17. Como dizes: Sou rico, estou enriquecido, e de nada tenho falta! Mas não sabes que és um desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.
18. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas e não apareça a vergonha da tua nudez. E também colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas.
19. Eu repreendo e castigo a todos os que amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te.
20. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e comerei com ele, e ele comigo.
21. Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no Seu trono.
22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.


Texto adicional

 “E diz Efraim: Contudo eu tenho-me enriquecido, tenho adquirido para mim grandes bens. Em todo o meu trabalho não acharão em mim iniquidade alguma que seja pecado”. (Oseias 12:8).

 Pobre Efraim moderno! Não sabe a miséria espiritual em que se encontra.

Nunca houve tanto conhecimento da Palavra de Deus como no último período da igreja cristã, que é identificada na carta a Laodiceia. As verdades do Evangelho Eterno, reveladas, entendidas e multiplicadas, foram se avolumando ao longo do tempo e se acumularam em grande bênção para o povo do tempo do juízo, a igreja de Laodiceia.

No começo desse período se cumpriu a promessa feita por Deus, por intermédio do profeta Isaías, de ligar novamente o “espírito de profecia”, ou seja, de restabelecer o dom profético que esteve durante tantos séculos de trevas e apostasia excluído do Seu povo. Assim afirmou o Senhor:

“Liga o testemunho, sela a lei no coração dos meus discípulos” (Isaías 8:16).

Ora, a lei de Deus havia sido pisada e as Suas verdades jogadas por terra pelo poder que as Sagradas Escrituras chamam de “Abominação da Desolação”, que fizera isso e havia prosperado (Daniel 8:11-12). Quando o profeta perguntou até quando o Senhor iria permitir que prevalecesse esse estado de coisas, com sua verdade no chão, foi-lhe respondido que, 2.300 anos depois de uma data estipulada, isso iria acontecer (Daniel 8:14 e 9:25). A data em que isso se cumpriu foi o dia 22 de outubro de 1844. A partir dessa data “o santuário seria purificado”, começaria o juízo celestial e a verdade começaria a ser restabelecida.

Os “lugares antigamente assolados” seriam reedificados, os fundamentos da verdade restaurados por aqueles que a Bíblia chama de “restauradores dos caminhos e veredas”. Estes são os que desviam o pé do “Meu santo dia, e chamam ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honram, não fazendo a própria vontade nele e nem falando as próprias palavras” (Isaías 58:12-13).

Quem são, quando e onde fariam esta obra? Deus responde pelo mesmo profeta: São aqueles que guardam o concerto do Senhor, todo homem que se guarda de profanar o sábado. São os “filhos dos estrangeiros”, os gentios – aqueles que não são judeus – “que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto” (Isaías 56:2-6).

A promessa para estes é de que serão levados e festejados ao Santo monte do Senhor, à Sua santa casa – a Nova Jerusalém – e cavalgarão as alturas da Terra, a Nova Terra, recebendo a eterna herança prometida, porque esta é uma promessa provinda “da boca do Senhor”. (Isaías 56:7; 58:14).
A mensagem para esta igreja é a do “outro anjo” que João viu, simbolizando os que teriam a sagrada incumbência de levar a todo o mundo a sublime mensagem de restauração da lei do Senhor, e da advertência para o julgamento que começara no Santuário Celestial:

“Temei a Deus, e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-7).

Não tem como não associar essa mensagem com o sábado bíblico. As palavras são idênticas, textuais, às do sagrado mandamento, desde quando foram primeiramente instituídas por Deus no Éden, na criação, e quando, depois de 2.560 anos, foram escritas com o Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, no Sinai:

Gênesis 2:1-3
– “Assim os céus e a terra e todo o seu exército foram acabados (1). E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito (2), E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera” (3) (Gênesis 2:1-3).

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar (8). Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra (9); mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas (10). Porque em seis dias fez o Senhor os céus, e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou (11)" (
Êxodo 20:8-11).

É muito claro o chamado para a adoração ao Criador, através da observância do Seu dia de guarda, identificado na Bíblia como sendo “o Seu sinal” (Êxodo 31:13, 17; Ezequiel 20:12, 20). Ele está em clara e direta contraposição à adoração da “Besta e à sua imagem”, pela observância do sábado espúrio, o primeiro dia da semana, que é considerado “o sinal de sua autoridade”; autoridade que supostamente lhe fora dada até para mudar a sagrada lei de Deus.

O grupo de pessoas que ficou conhecido pelo nome de “adventistas” por pregarem o advento de Jesus e que perseverou após a grande decepção de 1844 veio de muitas denominações religiosas diferentes. Eles se uniram na pregação dessa sagrada mensagem e no ano de 1863 oficializaram a instituição que recebeu o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia. A expressão “sétimo dia”, incorporada ao nome da instituição, é uma referência ao sábado bíblico da Criação, o sétimo dia da semana.

Esta é a única instituição religiosa no mundo que se originou de um movimento profético. Ela é que representa o anjo da igreja que está em Laodiceia. Desde a sua fundação tem sido seu propósito levar ao mundo as mensagens de restauração das doutrinas bíblicas pervertidas pela Jezabel papal e hoje seguidas, obedecidas, compartilhadas e ensinadas por grande parte do mundo religioso ocidental, principalmente as chamadas igrejas protestantes, evangélicas ou neopentecostais.

Estas mensagens restauradoras são as que estão simbolizadas por três anjos vistos por João, com três mensagens específicas para o mundo. A primeira é a da vinda do juízo e da chamada para adoração ao Criador, pela aceitação e restauração do Seu dia de guarda, mensagem que teve início no ano de 1844. A segunda é a da queda moral de “Babilônia”, a mãe da confederação religiosa liderada por Roma e seguida por suas “filhas cristianizadas”, pela rejeição, naquela época, da primeira mensagem.

A terceira é a advertência sobre a condenação impendente sobre os que, deixando a adoração a Deus, preferirem a adoração à “besta”, representada pelo bispo de Roma e a sua imagem. Esta imagem, a imagem da besta, é algo semelhante a ela, pelo perfil autoritário e intolerante. Como a Roma papal da Idade Média, o movimento religioso americano, liderado por protestantes e católicos, influenciará o governo dos Estados Unidos da América a implantar um decreto que logo terá abrangência mundial, impondo a todos a obrigatoriedade da guarda do primeiro dia da semana, sob pena da perda dos seus direitos civis e de cidadania.

O primeiro dia da semana, que no paganismo do passado era o dia de guarda dos adoradores do deus sol, e que era conhecido por dia do sol, será imposto por legislação civil como obrigação legal.
A Grande Babilônia é a igreja de Roma. As suas filhas são as que acatam algumas das doutrinas da “mãe das prostituições e das abominações da Terra”, toda forma de religião que toma o nome de Cristo, mas rejeita guardar os Seus mandamentos e cumprir a Sua justiça.

Os que estão em Laodiceia são aqueles que a Bíblia identifica como os que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”, sendo por isso Suas testemunhas (Apocalipse 12:17; 14:12).

Em que pese o seu chamado e o sagrado depósito que recebeu, nenhuma das sete igrejas foi tão duramente advertida e tão severamente aconselhada pelas cartas de Jesus, como Laodiceia.
Acusada de mornidão - esta condição é simplesmente desesperadora -, pois os que assim estão não podem discernir a sua extrema situação de necessidade e vivem um estado de ilusório privilégio.
Caso permaneça a mornidão – e a advertência é individual, dirigida a pessoas – o resultado será eterna perdição. As pessoas serão “vomitadas” por Jesus, excluídas do reino de Deus, mesmo acreditando estarem salvas. Existe verdadeiramente o sério risco de não acordarem a tempo e de eterna perda, por causa do seu orgulho.

RECORDANDO O TEXTO DA CARTA

Nem és frio e nem quente
: É a deplorável condição de mornidão, antes citada.

Rico, enriquecido, não tem falta de nada
:
Eles guardam os mandamentos de Deus, inclusive o sábado do sétimo dia; foram batizados na igreja da profecia e têm os seus nomes inscritos em seus registros; podem até ter deixado práticas nocivas à saúde e ter-se abstido de alimentos que a Bíblia não recomenda; participam dos cultos aos sábados e em outras ocasiões; devolvem dízimos e ofertas, mas não têm o essencial: a comunhão plena que vem com a oração; e a aflição da alma, o choro íntimo, por sua real condição diante de Deus.

Pode existir aparência exterior, mas a pouca oração e comunhão revelam a falta da verdadeira piedade cristã. Esquecem que a sua salvação não pode provir do que eles fazem, mas sim do que eles são, ou melhor, do que eles se tornaram pelo poder do Espírito Santo em suas vidas. A igreja de Deus hoje se assemelha à igreja de Deus nos dias de Jesus.

Desgraçado
:
É uma palavra terrível e forte, que revela a falta da graça, que é o título para o Céu, e a garantia da salvação. Quem não tem a graça está perdido. Esta é, infelizmente, a condição da maioria dos que estão na igreja de Laodiceia, a sétima e última destinatária das cartas de Jesus. Desgraçado é o mesmo que perdido.

Miserável
:
É a condição de extrema pobreza espiritual das pessoas que pensam que estão fartas, bem nutridas, mas padecem de uma doença espiritual crônica. Cumprem-se em nossos dias as palavras de Deus registradas por Seu profeta:

“Será também como o faminto que sonha que está a comer, mas acordando, sente a sua alma vazia; ou como o sequioso que sonha que está a beber, mas acordando, eis que ainda se acha desfalecido, e a sua alma com sede” (Isaías 29:8).

Muitos infelizmente encontram-se na condição que Jesus identificou, e que se não atenderem ao Seu terno convite, certamente ouvirão de Seus lábios as terríveis palavras:

”Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim” (Mateus 7:23; 25:41).

Não será sem terrível e dolorosa surpresa que receberão essa condenação.

Pobre
:
É quase a mesma coisa que miserável. Pensam ter, mas não têm.

Cego
:
É a situação dos que acreditam conhecer toda a verdade, interpretar todas as profecias e possuir todo o conhecimento da Bíblia. Na verdade ensinam teorias e muitas delas absurdas, “nostradamizando” as profecias sagradas de Deus. A maior parte das interpretações tradicionais das profecias de Daniel e Apocalipse que são hoje ensinadas pelas publicações, emissoras e púlpitos teve origem numa época em que estas profecias ainda estavam seladas e não era tempo para serem reveladas.

Desde Vitorino no quarto século e São Jerônimo, no quinto século da Era Cristã, as sagradas profecias começaram a ser estudadas e interpretadas. Martinho Lutero, mais de mil anos depois e Isaac Newton, duzentos anos depois dele, também tentaram decifrar os símbolos e ensinos contidos no livro da Revelação. Várias sugestões foram confirmadas e muitas outras não. Afinal eles eram homens de Deus, mas apenas homens.

Também muitos pioneiros adventistas arriscaram interpretações e nem todas se têm confirmado porque, afinal, elas ainda estavam “fechadas e seladas” e não poderiam, ainda, ser compreendidas. Mesmo que cheio de boas intenções não era tempo de que as profecias fossem reveladas.
Para não ficarem sem explicação deram-se interpretações muitas vezes incorretas, que nem um pouco se parecem com a realidade profética nelas contidas. Repassadas de geração em geração elas são acatadas e nada acrescentam ao conhecimento essencial, antes provocam grande prejuízo espiritual, por sua irrelevância e pela falsa segurança que incentivam.

Essas falsas interpretações são muitas vezes defendidas como se fossem verdades inatacáveis. São interpretações tradicionalmente aceitas por pessoas ilustres que, mesmo bem intencionadas, têm ensinado o erro.

Mas estas falsas teorias não são interpretações oficiais da igreja. Pessoas eruditas, mestres e doutores, discorrem sobre temas sagrados sem o respeito a eles devido, ignorando as severas advertências para os que ensinam o erro, omitindo ou acrescentando coisas estranhas ao propósito divino (Apocalipse 22:18-19). Sua boa intenção não os pode desculpar.

Profecias que iluminam o futuro, mostrando os acontecimentos finais dos últimos dias, são interpretadas como se mostrassem o passado remoto, destituído de significado. E as multidões na igreja ficam a dormir, embaladas em uma falsa segurança, desinformadas da sua grande e premente necessidade.

Os acontecimentos medievais devem ser completamente descartados da interpretação profética do livro de Apocalipse. Não se deve confundir a futura hegemonia papal e o período do seu segundo domínio como se fosse o poder que Roma exerceu no passado. Os períodos são distintos e não devem ser confundidos, pois são completamente diferentes, apesar das semelhanças que apresentam.

Ellen G. White, a mais notável das beneficiárias do poder com que o Espírito Santo dotou essa igreja remanescente ao religar o Espírito de Profecia, reconheceu com humildade e coragem a sua carência, quando já idosa escreveu em 1892:

“Temos muitas lições a aprender, e muitas, muitas a desaprender. Unicamente Deus e o Céu são infalíveis. Os que pensam que nunca terão de desistir de um ponto de vista acariciado, nunca ter ocasião de mudar de opinião, serão decepcionados. Enquanto nos apegarmos às próprias ideias e opiniões com determinada persistência, não podemos ter a unidade pela qual Cristo orou”. (Review and Herald, 26 de julho de 1892, texto repetido nas seguintes publicações: Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pag. 30; Mensagens Escolhidas, Vol. 1, pag. 37; A Igreja remanescente, pag. 26; Vida e Ensinos, pag. 203).

Se tivermos muitas lições a aprender é porque não aprendemos tudo. E se temos muitas mais a desaprender, obviamente é porque muitas das lições que foram aprendidas estão erradas. A clareza do texto não dá margem a outro entendimento.

Julgando suficiente pertencer à igreja verdadeira, as pessoas descansam numa falsa segurança e caminham despreocupadamente em direção ao abismo e à ruína eterna.

Agem como os judeus do passado, que acreditavam que lhes bastasse a filiação e descendência de Abraão para lhes garantir uma condição que não possuíam. Não conseguem discernir sua real necessidade e displicentemente dormem como as virgens néscias da parábola de Jesus. É dramática a afirmação que Ellen G. White faz desse povo e dessa época, que é o nosso povo e a nossa época:

“É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum”.
(Serviço Cristão, pag. 41, citado em Eventos Finais, pag. 149).

Um em cada vinte equivale a uma proporção de cinco por cento, ou seja, de cada cem pessoas, menos de cinco estão preparadas, e mais de noventa e cinco acham-se verdadeiramente perdidas, mesmo dentro da igreja de Deus. Terrível e assombrosa constatação, que deve ser levada a sério por todos, antes que seja tarde demais.

Agora, uma reflexão necessária: Quem são os principais responsáveis por este estado de coisas e a quem cabe a principal parcela de culpa por esta situação?

Ah! Os nossos líderes que não abraçaram a causa de Cristo e não estão consagrados a essa sublime missão! Que grande responsabilidade pesa sobre os seus ombros! Como os antigos guias judaicos do tempo de Jesus, muitos são sábios aos seus próprios olhos, honrados, satisfeitos e orgulhosos, eles não discernem a sua real situação e a da igreja que dirigem.

Dizem que está tudo bem, quando nada está bem, realmente! Não dão à trombeta o sonido certo, não entram no Reino de Deus e impedem os que estão entrando, de entrar. Preocupam-se, muitas vezes, em fazer números, atingir alvos e metas, batizar pessoas indiscriminadamente, sem o devido preparo, orientação e posterior acompanhamento.

E depois de registrados e contados na igreja como número, são quase que abandonados e ignorados à própria sorte. Repete-se a história de dois mil anos atrás, nas palavras de Jesus:

“Ai de vós, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Ai de vós, condutores cegos!” (Mateus 23:15-16).

Não existe nestas palavras o propósito de acusar, julgar ou condenar ninguém. Todos que exercem liderança e influência – quer sejam voluntários ou não -, cada um deverá responder por seus atos, diante de Deus. Mas se estas palavras de advertência servirem para despertar alguém para a sagrada obra que está sob sua responsabilidade e para dela se desincumbir com fidelidade, amor e temor, o seu propósito estará cumprido.

Ocorre, entretanto, o fato de que a repreensão e os avisos dados, em vez de provocar o arrependimento, a reforma e a mudança de atitude, não raro despertam a ira e provocam ressentimentos e retaliação. Aconteceu assim no passado e a história se repete, muitas vezes. É o que assegura Ellen G. White, ao advertir sobre o futuro da igreja, e da mensagem que irá provocar uma “sacudidura” nela, ou o que chama de “joeiramento” - a separação entre o joio e o trigo, antes da volta de Jesus:

"Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. Os incrédulos têm direito de esperar que os que professam observar os mandamentos de Deus e ter a fé de Jesus, façam muito mais que qualquer outra classe para promover e honrar mediante sua vida coerente, seu exemplo piedoso, sua influência ativa, a causa que representam. Mas quantas vezes se têm os professos defensores da verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás”. (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122; Ref. em Eventos Finais, pag. 156-Destaque acrescentado).

Nu: Resta ainda a condição de nudez dos membros da igreja de Laodiceia. O que significa isso? A justiça de Cristo é representada por vestes que não foram tecidas nos teares da Terra. Somente com esta roupa é que o homem pode apresentar-se diante do Tribunal do Juízo de Deus, para ser justificado pelas perfeitas obras de Jesus. Mas rejeitando estas, preferem as vestes rotas de sua justiça própria. Estes são os que são representados no banquete da parábola de Jesus, e serão dele expulsos. Muitos são chamados, mas a maioria não aceita as condições para ser admitido nas bodas do Cordeiro (Mateus 22:1-14).

Mas a carta não fala apenas de dureza, condenação e repreensão. Ela fala também de misericórdia e esperança. Ela fala de salvação e poder, porque é desse povo que vão surgir aqueles que serão os verdadeiros representantes de Deus no período mais agudo da rebelião e do pecado. Serão eles que irão testemunhar, para os anjos e para todo o Universo, da justiça do Criador. Eles serão as suas testemunhas e irão responder ao chamado de Deus e reivindicarão a Sua justiça perante toda a comunidade Universal.

Ao viver uma vida de perfeita obediência aos mandamentos da lei de Deus depois que Jesus sair do Santuário Celestial, terminado o Juízo no Céu e encerrada toda a oportunidade de salvação, estarão dando uma resposta conclusiva de que é possível, sim, ao homem, viver em perfeita harmonia com a lei que é uma transcrição do caráter do Senhor.

A carta fala também do conselho e da ternura do Pai e convida ao arrependimento e à reforma de vida. Tudo que Jesus recomenda que seja comprado é sem preço. É uma compra sem dinheiro. É a manifestação da misericórdia e da graça divina.

Ouro provado no fogo, para enriquecer de verdade: O que é o ouro provado no fogo?

“O ouro provado no fogo é a fé que opera por amor. Somente isto nos pode pôr em harmonia com Deus. Podemos ser ativos, podemos executar muito trabalho; mas sem o amor, amor como o que há no coração de Cristo, nós jamais podemos ser contados na família celestial”. (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pag. 158).

Vestidos brancos, para não aparecer a vergonha da nudez: São o símbolo da salvação. São as perfeitas obras de Jesus, representadas por Suas resplandecentes vestes de Justiça, apresentadas diante do Tribunal de Deus, em lugar dos nossos “trapos da imundícia” - a nossa pobre justiça própria -, por maiores e mais bem intencionadas que sejam essas boas obras (Isaías 64:6). A nossa redenção custou um preço elevado, caríssimo, que só pode ser avaliado na eternidade (Salmos 49:8).

Colírio, para enxergar: É o discernimento espiritual, que só pode ser adquirido com a sabedoria que vem do Céu, com a humildade do Espírito e o desapego do lixo acumulado pelas tradições e superstições. Quando deixados de lado o orgulho, o desejo de exaltação própria e as ambições por honrarias humanas, os olhos são abertos e o conhecimento jorra fazendo as pessoas sábias para a salvação. Estão prontas para receber e compartilhar os tesouros do Céu, como instrumentos nas mãos de Deus.

Repreensão de amor: Como um pai castiga ao filho que ama assim o Senhor castiga aos Seus filhos a quem Ele ama com amor incompreensível para mentes e corações humanos. Ele não tem prazer no sofrimento desses filhos, mas tudo fará para livrá-los da condenação da morte, ainda que para isso tenha que afligi-los, contrafeito e entristecido. Essa imagem está sobejamente registrada no Livro Sagrado: Deuteronômio 8:5; Provérbios 3:12; 19:18; 22:15; 23:13-14; 29:15, 17; Hebreus 12:7.

Jesus está batendo à porta: Jesus afirmou que o Seu corpo verdadeiramente é comida e que o Seu sangue verdadeiramente é bebida. Isto é inteiramente simbólico e nada tem a ver com a grande abominação que é a doutrina papal da transubstanciação, que afirma ser a Eucaristia o corpo real e o próprio sangue de Jesus. O significado real do que a Escritura ensina é que precisamos de íntima ligação com Jesus, por meio do Espírito Santo, que é o Seu representante aqui na Terra.
Podemos e devemos viver a Sua vida e deixar que Ele viva em nós, como aconteceu com o apóstolo Paulo, quando ele afirmou:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a Si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).
A grande tragédia é que Jesus está do lado de fora, pedindo entrada, mas do lado de fora!


O homem, feito de barro, é representado na Palavra de Deus como sendo morada do Espírito Santo. (Jó 4:19; I Coríntios 6:10). Jesus afirmou que se Deus não habitar no homem, o diabo habitará em Seu lugar. A mente e o coração não ficam neutros. Ou serve de habitação para Jesus, por meio do Espírito Santo, ou de morada para espíritos de demônios (Mateus 12:43-45). Não existe neutralidade, é o que Jesus afirma taxativamente:



“Quem não é comigo é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Lucas 11:23).

A vitória do remanescente:

Não são todos e nem são muitos os que, entre o povo de Laodiceia, serão vencedores. Está escrito:

“Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, só um resto se converterá; só o remanescente será salvo” (Isaías 10:22; Romanos 9:27).

O que ouvir a repreensão e o conselho da Testemunha Verdadeira e aceitar o Seu jugo é que se assentará com Jesus em Seu trono e participará do Seu reino eterno, é a promessa da Revelação. Agora é o dia e a hora da decisão, como alerta o profeta:

“Multidões, multidões no vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão. O sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor” (Joel 3:14-15).

Os de Laodiceia são hoje mostrados no Livro de Deus como sendo ossos muito numerosos e sequíssimos, num vale que estava cheio de ossos secos. Esse é o vale da decisão. Mas O Espírito de Deus assoprado sobre eles vai transformá-los em um exército grande e poderoso - o Seu exército.

Revestidos de toda a armadura de Deus, firmes contra as astutas ciladas do diabo, lutando não apenas contra a carne e o sangue, mas também contra os príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade (Ezequiel 37:1-11; Efésios 6:11-12), serão mais que vencedores. É uma promessa maravilhosa!

Por isso é que durante o tempo que se chama Hoje é necessário que se exortem, uns aos outros, para que porventura nenhum se veja endurecido pelo engano do pecado, ao ouvir a voz do Espírito, esquecida a promessa do Reino futuro, sendo deixado para trás (Hebreus 3:13, 15 e 4:1).

Muitos dos que hoje dormem na mornidão laodiceana, mas que têm guardado o azeite do Espírito em suas lâmpadas, acordarão com o alto clamor da convocação do Comandante Celestial e serão alistados no Seu exército. São as joias mais preciosas de Deus, hoje contaminados pelas escórias dos defeitos e da fragilidade de sua natureza humana. Mas o fogo da tribulação do tempo de angústia irá prová-los, purificá-los e embranquecê-los no tempo do fim (Daniel 11:35).

E assim, quando forem purificados, e embranquecidos, e provados (Daniel 12:10), darão o testemunho em favor do Seu Deus. Guardarão fielmente todos os Seus mandamentos, inclusive aquele que ordena a santificação do sábado do sétimo dia, mesmo contra a expressa proibição de um decreto dominical de feitura humana, levantado por sua causa.

Mesmo com o risco de perder a própria vida. E muitos morrerão. Mas para esses, que não guardarão o dia que representa o “sinal da besta”, existe uma bendita esperança e promessa por guardarem fielmente o dia que a Bíblia chama de “o sinal de Deus (Ezequiel 20:12 e 20):

“Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos trabalhos, e as suas obras os sigam” (Apocalipse 14:12-13).

Eles parecem ter perdido a sua vida, mas na realidade o que fizeram foi ganhá-la, pois não a tiveram por preciosa, porque Jesus já prometera antes:

“Quem ama a sua vida, perdê-la-á e quem aborrece a sua vida guardá-la-á para a vida eterna” (João 12:25).

Ele foi mais claro ainda, relacionando-a a Si, ao repetir esta bendita promessa aos que ouviram o Seu chamado e O escolheram por amor, contra tudo e contra todos:

“Aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de Mim, achá-la-á” (Mateus 16:25).

O maior perigo para Laodiceia é a mornidão, representada na parábola das 10 virgens (Mateus 25:1-13). As 5 virgens loucas acreditam que por pertencerem à Igreja de Deus estão seguras. Engano fatal! A única segurança está na graça salvadora de Jesus. Não importa a profissão de fé ou a aparência, se não estiverem ligados na Videira Verdadeira não terão vida em si mesmos e fatalmente perecerão.

Muitos esperam sinais claros que indiquem o cumprimento das profecias para iniciar uma reforma de vida e o abandono de hábitos condenáveis e das coisas aprazíveis deste mundo, incompatíveis com as condições do Reino de Deus. A esperança destes é vã. Sua experiência, desafortunadamente, será semelhante às de Judas, o apóstolo traidor, e Saul, o rei rebelde. Seu arrependimento tardio não os livrará das consequências dos seus atos, porque não é verdadeiro. Choram pelas suas inevitáveis consequências e voltariam a escolher o antigo caminho, se lhes fosse dada nova oportunidade.

Quando Jesus abrir o sexto selo e começar o julgamento dos vivos será tarde demais para o preparo dos que perseverarem na negligência de suas mais elementares obrigações. Foram pesados já na balança e achados em falta. Então se cumprirão as terríveis palavras do profeta:

“Eis que vêm dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a Terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor (11). E irão vagabundos de um mar até outro mar, e do Norte até ao Oriente; correrão por toda a parte, buscando a Palavra do Senhor, e não a acharão (12). Naquele dia as virgens formosas e os mancebos desmaiarão de sede (13)” (Amós 8:11-13).

É importante notar a impressionante semelhança e conexão entre os diversos textos das Escrituras que tratam do sagrado tema. Os dias em que isso acontecerá no futuro próximo são identificados em todos os textos, que mencionam sinais extraordinários no céu e na natureza (Amós 8:9-10; Joel 2:28-32; Lucas 21:25-26; Apocalipse 6:12-13).

Mas o final dessa história é feliz para os fiéis de Laodiceia:

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14).

João os viu, depois de tudo terminado. Eis a descrição que fez deles:

“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de Seu Pai (1). E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas (2). E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro querubins e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra (3). Estes são os que não foram contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro (4). E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus (5)” (Apocalipse 14:1-5).

Esse é o glorioso futuro que espera o povo de Laodiceia. Os que hoje dormem embalados numa falsa segurança precisam urgentemente despertar, reconhecendo a sua real situação. A mudança é necessária e indispensável. Se não houver decisão não haverá mudança. E nem salvação.

Eis alguns textos que merecem ser lembrados e guardados:

“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, pag. 12, destaque acrescentado) . 

“Caso nos ponhamos ao lado de Deus, de Cristo e dos seres celestiais, a proteção da Onipotência se encontrará sobre nós, o poderoso Deus de Israel será nosso ajudador, e não precisamos temer. Aqueles que tocam no povo de Deus, tocam na menina de Seus olhos” (Mensagens escolhidas, vol. 2, pag. 273). 

domingo, 15 de janeiro de 2017

O SÉTIMO SELO, O FIM DO JULGAMENTO DOS VIVOS-OS ÚLTIMOS SALVOS


O sétimo e último selo a ser aberto, é o que finaliza o Juízo e representa o último grupo dos que forem selados para a eterna salvação. Ele trata de um período curtíssimo e de grande ansiedade no Céu, provocada pela perspectiva de salvação ou perdição de um grande número de pessoas em todo o mundo, que ainda estão indecisas e que provocam intensa comoção no Céu. O prazo se esgotou e não pode ser prorrogado por mais tempo. Esta ansiedade é que provocará o silêncio de quase meia hora entre os que habitam no Céu e participam do julgamento.

Apocalipse 8:1-6 - Textos que tratam da abertura do sétimo selo:



1. Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no Céu por cerca de meia hora.

2. Vi então os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.

3. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um incensário de ouro. Foi-lhe dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro que está diante do trono.

4. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do Anjo até diante de Deus.

5. Então o Anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar, e o lançou sobre a Terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto.

6. E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.



Cada um dos seis versículos relacionados a este selo deve ser detidamente analisado para a sua compreensão, pelo fato de que tradicionalmente apenas o primeiro versículo tem sido destacado na interpretação usual, trazendo um equivocado entendimento de que o silêncio de meia hora no céu se refere à vinda de Jesus à Terra, com todos os Seus anjos, para consumar a promessa do Evangelho Eterno.



Segundo esse entendimento o Céu ficaria em silêncio porque todos os seus habitantes iriam acompanhar Jesus na Sua volta à Terra, ficando assim vazio e completamente silencioso.



A análise de todo o texto revela ser improvável e mesmo impossível acontecer esse evento, nessa ocasião, em coerência com os ensinamentos da Bíblia e do Espírito de Profecia. São vários detalhes importantes que não podem ser ignorados. Ao estudá-los fica claro que durante o período descrito em todos os versos do texto Jesus continua intercedendo pela humanidade, apresentando as orações dos homens sobre o altar de ouro que está diante do trono de Deus.



As orações dos homens e a intercessão de Jesus são evidências de que ainda existe esperança, graça e salvação naquele momento e que o julgamento, ou o selamento do povo de Deus ainda continua no Santuário do Céu.



Afinal, trata-se da última fase do juízo. E todo o contexto da revelação afirma que antes da volta de Jesus haverá outros acontecimentos que precederão este evento, como o encerramento da graça e o derramamento das sete últimas pragas.



Ademais, haverá depois de tudo isso, ainda, uma grande tribulação – um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação até àquele tempo, e que isto somente acontecerá depois que Miguel – Jesus, o Anjo do Concerto – se levantar do Santuário e lançar o incensário sobre a Terra. 



Então o que significa esse “silêncio no Céu” antes desses acontecimentos? Antes de responder a esta pergunta vamos tecer algumas considerações muito pertinentes e importantes.
O QUE É O CÉU?

A maior parte das pessoas e das religiões, em todo o mundo, acredita que o lugar comumente chamado de “Céu” ou “Paraíso” é um lugar “espiritual”, imaterial e intangível, para onde vão as “almas” ou “espíritos” dos justos logo após a morte e onde habitam os anjos, seres também intangíveis, invisíveis e imateriais.

Este entendimento equivocado é provocado pela superstição generalizada e pelos mitos e enganos herdados do paganismo, como a imortalidade da alma e a existência de um tipo de vida independente do corpo material, que não têm origem ou fundamento nas Escrituras.

Tudo no Universo é real e material. Não existe nada que seja espiritual, abstrato ou virtual, no sentido que é dado a este termo pela filosofia grega pagã, dela herdada pelo cristianismo católico e adotada por protestantes e espíritas.  

A Bíblia Sagrada afirma de forma clara e decidida que o sublime trono de Deus está situado num palácio magnífico e indescritivelmente belo. Ele tem sido chamado muitas vezes de “Santuário”, porque é santificado pela presença de Deus e fica numa cidade que é descrita na Bíblia Sagrada com muitos detalhes interessantes.

Esta cidade é de uma beleza tão deslumbrante que, não tendo outras palavras para descrevê-la, o profeta diz que as suas ruas são de ouro transparente, semelhante a vidro puro; ela tem um formato quadrado, e cada lado mede cerca de 550 quilômetros; possui doze fundamentos e cada um é adornado com uma pedra preciosa; e os seus muros são de jaspe e medem cerca de 80 metros de altura (Apocalipse 21:9-21).

Nela existem elementos físicos, químicos e orgânicos, como pedras, metais, árvores e água, que nós chamamos de matéria.

A sua área é de algo em torno de 355.000 Km2, o que equivale à soma das áreas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ou o mesmo que a área da Alemanha. Esta área se refere apenas à cidade que a Bíblia descreve como sendo a Capital de onde Deus governa todo o Universo. E o que se dirá do restante do planeta onde ela está situada?

A capital de um grande país é sempre uma cidade cosmopolita, onde estão situadas embaixadas e representações de todas as nações amigas com quem ele mantenha relações políticas, comerciais ou de qualquer natureza, e onde moram, além dos seus habitantes naturais, visitantes de toda parte do mundo.

Seria diferente na Capital do Universo? E os visitantes individuais, as famílias e grupos de “turistas cósmicos” que ocasionalmente queiram visitar o Seu Rei, o supremo governante do Universo e, mais do que isso, o seu Pai, a quem amam acima de todas as coisas e desejem prestar-Lhe sua adoração pessoal?

Deve-se também considerar as construções e edifícios desta gigantesca metrópole cósmica. Eles devem servir para algo mais do que o simples adorno. Certamente devem abrigar a administração dos assuntos do governo do Universo e seus habitantes e visitantes.

Sim, porque é razoável imaginar-se, pelas informações do Livro de Deus, que ao atentarmos para o que deve acontecer no dia-a-dia desse lugar podemos supor que ele tem uma rotina que deve existir em qualquer mundo real. E o Céu é um planeta real, físico, temporal e ocupa um lugar no espaço sideral.

Os anjos são seres que têm a capacidade de se deslocar na velocidade do pensamento. Isto indica que eles podem, talvez, eliminar o tempo ou o espaço físico. Eles não se revelam física e visivelmente, o que indica a sua capacidade de se desmaterializar, podendo atravessar obstáculos materiais, como paredes. Eles têm a capacidade de se manter invisíveis, quando quiserem.

Não se pode imaginar o estágio de conhecimento e capacitação que dominam, e o poder que têm, os quais lhes permitem fazer o que fazem, conforme os diversos relatos bíblicos, relativos a eles.

O homem tem avançado bastante no conhecimento tecnológico e na cibernética. Dá os seus primeiros passos na nanociência e na nanotecnologia, no conhecimento das partículas subatômicas, como os neutrinos, iniciando pesquisas que visam descobertas que lhe proporcionem, por exemplo, desenvolver um sistema de invisibilidade. Apesar de rudimentares já existem resultados que estimulam as pesquisas nessa área do conhecimento.

Os seres celestiais, aos milhões ou bilhões, certamente dominam uma tecnologia que hoje não podemos sequer imaginar.

Somente dentro do Palácio Celestial foram vistas por João e Daniel (Apocalipse 5:11; Daniel 7:10) na abertura do Juízo, “milhares de milhares e milhões de milhões” de visitantes e testemunhas, entre anjos e representantes de todos os mundos que compõem o vasto reino de Deus, em todo o Universo. É razoável supor que existe no Céu uma população fixa, dos seus moradores e uma flutuante, dos que o visitam.

Todas estas considerações foram feitas para a análise do texto inicial de que “houve silêncio no céu por quase meia hora” (8:1).

Não existe fundamento bíblico para supor-se que o Céu ficará silencioso por um período de uma semana, que seria a contagem da “meia-hora”, valendo-se do princípio de interpretação “dia-ano” outras vezes utilizado no estudo de profecias bíblicas (Números 14:34; Ezequiel 4:6-7). Este princípio não deve ser mais aplicado nas profecias que envolvem períodos de tempo, depois de 1844.

E não parece lógico e nem razoável imaginar-se que toda a população celestial viria acompanhar Jesus no maior acontecimento da história universal, que é o Seu retorno à Terra, deixando o Céu vazio.

É mais compreensível supor-se que assim como “milhões de milhões” virão com Ele nesse evento, em Sua comitiva, outros “milhões de milhões” permanecerão na Capital do Universo, aguardando a chegado de Jesus com os  seus filhos resgatados da Terra e preparando a sua gloriosa recepção, quando todos serão apresentados ao seu Pai Celestial.

Aliás, esse tipo de recepção já aconteceu antes, quando Jesus retornou ao Céu depois de Sua ressurreição, acompanhado de uma pequena multidão de ressuscitados. Eles subiram ao Céu como as “primícias”, ou os primeiros frutos da missão vitoriosa de Jesus. (Mateus 27:50-53; I Coríntios 15:20 e 23). Estas primícias representavam a primeira parte da grande colheita final, que será a grande multidão de ressuscitados que Ele virá buscar em breve, no Seu breve retorno à Terra.

Eis uma tocante descrição desse evento, feito por uma escritora inspirada:

“Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva...” (Ellen G. White , O Desejado de Todas as Nações, pag. 833-834).

Se o “silêncio no Céu por quase meia hora” não pode ser a volta de Jesus, como alguns têm acreditado, pelas razões já expostas, então o que significa esse silêncio e esse tempo mencionado na abertura do sétimo selo?

SILÊNCIO NO CÉU POR QUASE MEIA HORA:

Primeiramente devemos considerar se já houve alguma coisa antes, que possa ter provocado algo semelhante a isso, no Céu. Na realidade isso parece já ter acontecido, conforme o relato a seguir.

Na noite em que Jesus foi preso o mundo celestial ficou apreensivo com os acontecimentos que precederam a sua prisão. Ao ser defrontado com as trevas da separação do Pai e sentindo o peso do pecado de todo o mundo Jesus quase sucumbiu e por três vezes recuou do Seu propósito, até finalmente decidir-se a enfrentar fossem quais fossem as consequências do Seu ato.

O texto seguinte é esclarecedor e mostra que já houve, sim, um momento em que houve silêncio no Céu. O momento de hesitação de Jesus no Jardim do Getsêmani, na Sua inimaginável dor provocada por ter sido não apenas contado como um pecador, mas  de ter substituído a culpa de toda a humanidade e sido feito pecado em lugar de todas as pessoas que viera salvar. Eis o interessante relato:

“Trêmulas caem as palavras dos pálidos lábios de Jesus: ‘Pai Meu, se este cálice não pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a Tua vontade. Mat. 26:42.’”
“Três vezes proferiu essa oração. Três vezes recuou Sua humanidade do derradeiro, supremo sacrifício. Surge, porém, então, a história da raça humana diante do Redentor do mundo. Vê que os transgressores da lei, se deixados a si mesmos, têm de perecer. Vê o desamparo do homem. Vê o poder do pecado. As misérias e os ais do mundo condenado erguem-se ante Ele. Contempla-lhe a sorte iminente, e decide-Se. Salvará o homem custe o que custar de Sua parte. Aceita Seu batismo de sangue, para que, por meio dEle, milhões de almas a perecer obtenham a vida eterna. Deixou as cortes celestiais, onde tudo é pureza, felicidade e glória para salvar a única ovelha perdida, o único mundo caído pela transgressão. E não Se desviará de Sua missão. Tornar-Se-á a propiciação de uma raça que quis pecar. Sua prece agora respira apenas submissão: ‘Se este cálice não pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a Tua vontade. Mat. 26:42.’”
“Havendo tomado a decisão, cai moribundo no solo do qual Se erguera parcialmente. Onde se achavam então os discípulos, para pôr ternamente as mãos sob a cabeça do desfalecido Mestre, e banhar aquela fronte, na verdade mais desfigurada que a dos outros filhos dos homens? O Salvador pisou sozinho o lagar, e do povo nenhum com Ele havia”. 
“Mas Deus sofria com Seu Filho. Anjos contemplavam a agonia do Salvador. Viam seu Senhor circundado de legiões das forças satânicas, Sua natureza vergada ao peso de misterioso pavor que todo O fazia tremer. Houve silêncio no Céu. Nenhuma harpa soava. Pudessem os mortais ter testemunhado o assombro das hostes angélicas quando, em silenciosa dor, observavam o Pai retirando de Seu bem-amado Filho os raios de luz, amor e glória, e melhor compreenderiam quão ofensivo é aos Seus olhos o pecado”. 
“Os mundos não caídos e os anjos celestiais vigiavam com intenso interesse o conflito que se aproximava do desfecho. Satanás e suas hostes do mal, as legiões da apostasia, seguiam muito atentamente essa grande crise na obra da redenção. Os poderes do bem e do mal aguardavam para ver qual a resposta que seria dada à oração de Cristo - três vezes repetida. Os anjos anelavam trazer alívio ao divino Sofredor, mas isso não podia ser. Nenhum meio de escape havia para o Filho de Deus. Nessa horrível crise, quando tudo estava em jogo, quando o misterioso cálice tremia nas mãos do Sofredor, abriu-se o Céu, surgiu uma luz por entre a tempestuosa treva da hora da crise, e o poderoso anjo que se acha na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caíra, veio para junto de Cristo. O anjo não veio para tomar-Lhe o cálice das mãos, mas para fortalecê-Lo a fim de que o bebesse, com a certeza do amor do Pai. Veio para dar força ao divino-humano Suplicante. Ele Lhe apontou os Céus abertos, falando-Lhe das almas que seriam salvas em resultado de Seus sofrimentos. Afirmou-Lhe que Seu Pai é maior e mais poderoso que Satanás, que Sua morte redundaria na inteira derrota do mesmo, e que o reino deste mundo seria dado aos santos do Altíssimo. Disse-Lhe que Ele veria o trabalho de Sua alma, e ficaria satisfeito, pois contemplaria uma multidão de membros da família humana salvos, eternamente salvos”. 
“A agonia de Cristo não cessou, mas Sua depressão e desânimo O deixaram. A tempestade não amainou de maneira alguma, mas Aquele que dela era objeto estava fortalecido para lhe enfrentar a fúria. Saiu calmo e sereno. Uma paz celestial pairava-Lhe no rosto manchado de sangue. Suportara aquilo que criatura alguma humana jamais poderia sofrer; pois provara os sofrimentos da morte por todos os homens” (O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White, pag. 690-694).
O silêncio no Céu referido no Apocalipse é provocado por um sentimento semelhante ao que foi causado pelo sofrimento de Jesus. Ele acontecerá pela terrível comoção provocada pelo iminente encerramento do Juízo, quando ainda haverá um grande número de pessoas para serem seladas na última oportunidade de salvação. Ainda estão no vale da decisão.
Esse grupo de pessoas representa os últimos que foram chamados, na parábola que Jesus contou sobre os trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16). Na última hora, a undécima, no último momento, foram assalariados com o mesmo preço – a eterna salvação, o preço do Seu sangue, que todos os outros trabalhadores receberam.
A última intercessão de Jesus alcançou os últimos que faltavam para ser contados entre os salvos. Quando estes forem selados, o julgamento chegará ao fim e estará encerrada qualquer oportunidade de salvação. Estes são o objeto da última intercessão de Jesus, quando “muito incenso foi colocado com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono.”
  

SETE ANJOS E SETE TROMBETAS



 João viu, após a abertura do último selo, sete anjos que estavam diante de Deus. Somente depois de todos os acontecimentos revelados nesse texto é que eles se prepararam para tocar as suas trombetas, não antes. É muito importante insistir no fato de que eles apenas receberam as trombetas e ficaram aguardando os acontecimentos seguintes. Somente depois que finalizou o juízo e terminou toda a oportunidade de salvação é que as trombetas foram tocadas. Isto ficará claro na sequência do estudo.



O OUTRO ANJO



Este anjo é Jesus, o Sumo-sacerdote que ministra no Santuário Celestial, junto ao altar de ouro que está diante do trono de Deus. Somente o sumo-sacerdote podia entrar no compartimento que representava este lugar onde Jesus agora Se encontra, somente uma vez ao ano, no soleníssimo dia da expiação, que simbolizava o juízo, que agora está sendo realizado, no Céu.



Somente o sumo-sacerdote ministrava, também, com o incensário de ouro e somente naquela ocasião e naquele local, que era chamado o Santo dos santos, ou o lugar Santíssimo (Hebreus 9:3-4). É clara a relação que é mostrada entre o evento que agora é realizado diante de Deus e o que era a sua sombra ou o seu símbolo, no antigo cerimonial judaico.



O outro anjo que João viu é, sem nenhuma dúvida, Jesus. Como Ele poderia vir à Terra finalizar a Sua obra, se depois que houve o silêncio de meia-hora no céu é que Ele foi visto continuando, ou finalizando, a Sua obra expiatória? 



O INCENSÁRIO DE OURO



O incensário de ouro era um dos utensílios exclusivos de uso do sumo-sacerdote. Existiam outros objetos que só ele podia usar, como as vestes que não deveriam ser rasgadas, a mitra e o peitoral do juízo que, para lembrança, ficava sobre o seu coração, com os nomes dos filhos de Israel. Tudo tinha sua significação que teria cumprimento e aplicação no futuro, relacionado com a obra de Jesus.



O incensário era simbólico das orações do povo. O incenso aromático, cujo perfume subia diante da arca do concerto onde ficavam as tábuas com os mandamentos da Sua sagrada lei, era símbolo da fragrância que é para Deus a oração de Seus filhos.



Quando se abriram os livros e começou o juízo João viu que cada um dos vinte e quatro anciãos que participavam do julgamento tinham em suas mãos “salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Apocalipse 5:8).



Agora, em sua última etapa e ao terminar o julgamento, ele volta ao assunto, afirmando que fora dado a Jesus “muito incenso, para o por com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono” (V. 3). Por que “muito incenso”? Certamente era porque representava a última intercessão, o último pedido, e a última intermediação entre Jesus, nosso Sumo-Sacerdote, e o Pai Celestial, para a conversão dos últimos que ainda seriam selados. Ele sabia, e todo o Céu sabia que ainda faltavam pessoas para serem salvas e o tempo estava no fim.



LANÇOU O INCENSÁRIO



“Foi-me indicado o tempo em que a mensagem do terceiro anjo estava a finalizar-se... A última grande advertência tinha soado por toda parte e havia instigado e enraivecido os habitantes da terra que não quiseram receber a mensagem... Vi anjos indo aceleradamente de um lado para o outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e referiu a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Ele levantou as mãos e com grande voz disse: ‘Está feito’. E toda a hoste angélica tirou suas coroas quando JESUS fez a solene declaração: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’. Apoc. 22:11”. (Ellen G. White - Primeiros Escritos, pag. 279 e 280, destaques acrescentados).


“Os justos e os ímpios estarão ainda a viver sobre a Terra em seu estado mortal: estarão os homens a plantar e a construir, comendo e bebendo, todos inconscientes de que a decisão final, irrevogável, foi pronunciada no santuário celestial. Antes do dilúvio, depois que Noé entrou na arca, Deus o encerrou ali, e excluiu os ímpios; mas, durante sete dias, o povo, não sabendo que seu destino se achava determinado, continuou em sua vida de descuido e de amor aos prazeres, zombando das advertências sobre o juízo iminente. "Assim", diz o Salvador, "será também a vinda do Filho do homem." Mat. 24:39. Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado” (Ellen G. White, O Grande Conflito, pag. 491).

O FIM DO JULGAMENTO E DA GRAÇA



"Naquele tempo Se levantará Miguel, o grande príncipe, que Se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. Dan. 12:1.” 

“Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. Recebeu a "chuva serôdia", o "refrigério pela presença do Senhor", e acha-se preparado para a hora probante que diante dele está. No Céu, anjos apressam-se de um lado para o outro. Um anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o selo do Deus vivo’. Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos e com grande voz diz: Está feito; e toda a hoste angélica depõe suas coroas, ao fazer Ele o solene aviso. ‘Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.’ Apoc. 22:11. Todos os casos foram decididos para vida ou para morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados. O número de Seus súditos completou-se; ‘e o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu’, estão prestes a ser entregues aos herdeiros da salvação, e Jesus deve reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores” (O Grande Conflito, Ellen G. White, pag. 613-614).



 PREPARARAM-SE PARA TOCÁ-LAS



Até esse momento, enquanto o juízo estava em andamento, as trombetas não foram tocadas. Elas somente serão tocadas após o fim do juízo, quando todos estiverem selados ou julgados, para a vida ou para a morte.  Os anjos prepararam-se para tocá-las apenas depois que o Anjo lançou o incensário sobre a terra, é o que o texto profético afirma claramente.



“Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, e Satanás tem domínio completo sobre os que finalmente se encontram impenitentes. Terminou a longanimidade de Deus: O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor, pisando Sua lei. Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina, não têm proteção contra o maligno. Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade” (Ellen G. White, O Grande Conflito, pag. 614).



Somente agora, então, depois que Jesus lança o incensário Ele deixa o Santuário - e só então, na sequência dos acontecimentos revelados no Livro Sagrado, é que os sete anjos prepararam-se para tocar as suas trombetas. Isto significa que elas não se referem a eventos do passado, como muitos têm acreditado, mas aos últimos acontecimentos da História da humanidade.Então as pragas e castigos prefigurados no impressivo símbolo das trombetas caem como juízos em eventos terríveis sobre a Terra impenitente e seus culpados habitantes.
É no contexto do brevíssimo tempo deste sétimo selo que se cumprem as últimas e benditas promessas das Sagradas Escrituras e do Espírito de Profecia, contemplando a salvação dos filhos daqueles que por longo tempo têm apresentado os seus filhos queridos diante do Tribunal de Jesus e mostrando "quando" isso acontecerá:
"Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor (o fechamento da graça); e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; antes que eu venha e fira a Terra com maldição" (Malaquias 4:5-6).
"O último trabalho intercessor de Cristo antes que ponha de lado seus vestidos de sacerdote, é apresentar as orações dos pais por seus filhos. E eu vi um anjo poderoso ser enviado e milhares de filhos lembrarem os ensinamentos da infância e voltarem justamente antes que se feche a porta da graça." (Ellen G. White, Review and Herald, 1902).



Terminado o Juízo, fechada a graça e toda oportunidade de salvação, começam a cair os flagelos, representados por 7 trombetas, que são os seus eventos e 7 pragas, as suas consequências, sobre o mundo condenado. Esses acontecimentos são os mesmos, e devem durar por 5 longos meses ou 150 dias, os mais terríveis que o mundo viveu, desde a Criação.

Por Lindolfo Dias

Análise Interpretação Histórica X Interpretação Sequencial